Talvez a principal mudança que os estudos sobre Gestão do Conhecimento provocaram em mim tenha sido ajustar a lente com a qual eu já enxergava esse tema.
Eu já entendia a GC como algo estratégico para as organizações, mas os estudos me fizeram perceber que isso pode ser ainda maior do que eu imaginava. Passei a olhar não apenas para a necessidade de implementar a Gestão do Conhecimento, mas também para aquilo que já existe dentro das organizações e que, muitas vezes, está disperso: iniciativas de compartilhamento, trilhas, registros, experiências e diferentes formas de aprendizagem. O desafio pode estar justamente em reconhecer essas ações, aprimorá-las, sistematizá-las e, principalmente, ligar as “perninhas” para que o conhecimento realmente circule e gere valor.
Foi nesse sentido que o Modelo Referencial de Gestão do Conhecimento (MRGC) chamou minha atenção. Mais do que apresentar práticas, ele ajuda a olhar para a GC como um sistema, conectando estratégia, processos, pessoas, cultura, tecnologia e governança. E isso me fez perceber que não basta ter boas iniciativas isoladas. É preciso saber que conhecimento é importante, quem precisa dele, como compartilhá-lo e, principalmente, como colocá-lo em prática.
Também ficou mais claro para mim que nem todo conhecimento é fácil de registrar.
Há aquele que nasce da experiência e da vivência e que, muitas vezes, precisa ser compartilhado por meio de mentorias, acompanhamento e comunidades de prática.
Não porque tudo precise ser criado do zero, mas porque já existe muito conhecimento dentro das organizações que precisa ser reconhecido, organizado e conectado. Talvez esse seja um dos maioresganhos da GC: fazer com que aquilo que a organização aprende não fique preso a pessoas, setores ou momentos. As pessoas mudam, mas a organização precisa continuar.
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